Uma ponte do delírio ao novo ser.

04. SETEMBRO, 2016.

Não nasce em si um deleite maior que esta solidão corrosiva, entre tantos dilemas que são sequentes, esta consequência é pura mesquinhez egoísta. Fere um corpo próprio, ao sabor de uma discórdia unilateral, sem qualquer pretexto realmente exterior. Deste princípio um rosto risonho se forma nas sombras e estar em qualquer lugar, senão dentro deste, é-lhe estranho numa demasia degradante. Os olhos acompanham qualquer ser que passe ou o atraia, torna o clima esquisito, não ao ponto de assustar, mas de causar aquele alerta. Paixão cria até do pó, do grão e da tristeza absoluta. Mas o ‘fato’ em sim o vem sorrateiro, uma navalha pequena, faz um corte do pescoço ao fim da coluna e este geme, pela indisposição e inutilidade. Deveria somente ter puxado o braço dela, tocado devagar o queixo, mas congelou. Até onde esta repugnância lhe é natural ou simples afronta, personalidade prejudicada por crescer puramente solitário. O mundo fora de si é trevoso e cheio de nuvens sangrentas, as premissas são todas absurdas e o menino em si ruge furioso, aos contextos e o bom-senso que morre ou nasce já putrefato, numa decomposição belíssima e toda ela arte-poética. São submundos em conflito e ao mesmo, teu corpo aí parado sofrendo o pecado absurdo, o amor que lhe falta, causa-o um apetecer e tristeza absoluta, um complexo de herói.

E sabe, aos delírios de qualquer volta debaixo do sol cortante, é ainda certeiro entre quatro negociações consigo. Já em seu retorno, sentado em uma barquinha terrivelmente barulhenta, repensa ao observar uma estrela no céu, uma das poucas e alimenta um prazer, ao composto, a esta causa. As pessoas ao seu lado, submetem-no a um deslize atemporal, e de fato desloca o olhar para cima do próprio corpo e até a estrela vai. Festas ouve, ao atravessar as primeiras nuvens, risos e graças, nenhuma ou qualquer cheiro amargo de desgraça. Até que nota, na vastidão do universo, uma negatividade explicada. Seu rosto lá no próprio corpo, toma-lhe a mesma face, uma perplexidade suficiente e demente se fez por algumas horas, voltou para casa feito um programa. O vibrar do bolso, o celular urgindo. “amanhã é outro dia, fazê-lo capaz” a voz ultrapassa os ouvidos, mas não houve parte física qualquer, dentro da cabeça, a noção básica, um testemunho belíssimo da sua forma mínima, do seu poder chulo ao universo. E fez-se ai, um novo ser, de uma nova causa.

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