EGO(3).

08, ABRIL, 2022.

EGO(3).

Aspectos metamórficos do meu ser. Todo prognóstico tornado cáustico pela ausência de semelhanças; os ordinários habitantes do plano e a mesmice dos rangeres de seus dentes, causando pequenos cortes minúsculos na minha pele. Vejo com cautela meu horror tomar forma, escondo-me detrás de razões intransigentes, labirintos sólidos onde curvas assemelham-se a escapes e soluções. Cada frustração da epifania anterior às quedas contínuas, antes de virar a esquina o peito arfante submerso em alegria fictícia, onde aquela suposta paz reinaria e ao virar os olhos de soslaio, sentir esperanças reduzindo-se a pó dentro das órbitas imaginárias junto do sangue que coagula. O cômico é que não cesso, mesmo exausto crio e arranjo forças para uma nova ruidosa desgraça.

Perspectivas causam ou germinam vontades. Detestáveis vínculos roendo minha carne, vínculos como vícios sistemáticos; afastando toda e qualquer razão da não permanência e induzido de forma pestilenta o estável, mesmo deplorável, mantenho-os por cá ao redor, acostumado ao maldito.

Sangue, meu sangue escorre pelo corte grave que causei no primeiro grito, no alcance da minha primeira ideia, lançado aos lapsos constantes de agonia e nestes movimentos caóticos sou algo que se parece comigo.

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