10, NOVEMBRO, 2022. ARRASTADO. JUCA. A chuva estava prolongando-se e ficando mais violenta, nuvens cobriam o céu azulado. Sentados lado a lado, Juca e Dante entreolhavam-se. As ondas findavam na beira, ecos misturados entre gritos e choros a cada trovão. Juca tira da bolsa uma garrafa e dois copos, estica a mão dando um ao …
Categoria: conto
JUCA E SAUDADE.
10, AGOSTO, 2022. JUCA E SAUDADE. Ao lado um homem estava sentado, próximo a entrada da varanda. Uma porta de alumínio gemia em seus movimentos pegajosos, manchando aquele silêncio plácido. Seus olhos estavam grudados em um livro aberto, tateava-o com seus dedos esguios e longos. Suas pupilas eram negras e opacas, cabelos emaranhados e lisos, …
CORPOS E MANEQUINS.
02, AGOSTO, 2022. CORPOS E MANEQUINS. - Por que é sempre uma mulher? – Com os olhos marejados, dando um tapa seco na mesa, Juca geme – Quando não será uma mulher, em? Seu choro transborda violentamente das costelas, comprimindo-o, a voz entrecortada pelo tremeluzir violento dos lábios, dando mordidelas nos dentes e em átimos …
ERNESTO E AS CORES.
28, 07, 2022. ERNESTO E AS CORES. Vi-o descansar sua cabeça roliça na parede, curvado prestes a quebrar-se; a camisa esticada pela protuberância cômica, os botões soltando gemidos agoniados. Ao lado duas garrafas e copos, cigarros, cartela de comprimidos. A luz turva esverdeada manchava o piso sujo pelos passos de pés, sandálias, botas molhadas; acumulados …
JUCA.
22(3), JUNHO, 2022. JUCA. Vamos deixar este ar atravessar as grades, esgueirar-se pelas frestas, complementar as garrafas vazias, gavetas; vamos permitir o viscoso abutre destas ideias ali fora corromper este santuário dedicado ao declínio. Declínios exigem astúcia, organização, para uma decomposição nítida e satisfatória, os processos devem tender a um fim retilíneo, onde todas as …
CAÓTICO/DELÍRIO/REPITA A SI/OPACO/CULPA/CRIANÇA
21, JUNHO, 2017. CAÓTICO. Por quais cantos deste mesmo escombro, soaria mais saudável, menos ácido, existir; diante de nenhuma dor real, ao olhar atento, desatento... a qualquer um! É só um desfeche incompreensível, descascado, refutado por qualquer palavra fútil. O ego infla, desinfla, diante das constelações homogêneas; e lá, ainda detrás do véu, são dois …
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O PRATA./INQUIETO(11)
??, ??, 2014. O PRATA. A arma na mesa, bela, prateada roubava o brilho que perfurava os vidros da janela. O cigarro aceso, a fumaça passeando pelo breu do quarto. A lâmpada apagada, nesta lua cheia, nem lembrou dela. O cabelo ruivo, escondido com um chapéu de cowboy. O terno preto, da cor da noite. …
sem título. (ANTIGO)
março(?), 2013(2), ??? SEM TÍTULO. (bizarro notar quão tarde eu tentei digitar qualquer coisa) A sala era pequena, tinham vários móveis e um lustre enorme no teto. Joaquim estava preso ali a semanas, comendo ratos e baratas. Bebendo sua urina e quando chovia oque do teto pingava. Era circular e sem janelas, os móveis eram …
CAOS SIMPLES. (ANTIGO)
????, 2013, ???? Eu, você e nós, quem seremos no fim? ou CAOS SIMPLES. Todos prestes a serem como são, todos como eram... é tão empolgante e assustador, que as entranhas se contorcem pela traição que está perto. Passado tanto tempo sendo um falso projeto de desejos alheios, agora tudo se desmorona pois do nada, …