JUCA E SAUDADE.

10, AGOSTO, 2022. JUCA E SAUDADE. Ao lado um homem estava sentado, próximo a entrada da varanda. Uma porta de alumínio gemia em seus movimentos pegajosos, manchando aquele silêncio plácido. Seus olhos estavam grudados em um livro aberto, tateava-o com seus dedos esguios e longos. Suas pupilas eram negras e opacas, cabelos emaranhados e lisos, …

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ERNESTO E AS CORES.

28, 07, 2022. ERNESTO E AS CORES. Vi-o descansar sua cabeça roliça na parede, curvado prestes a quebrar-se; a camisa esticada pela protuberância cômica, os botões soltando gemidos agoniados. Ao lado duas garrafas e copos, cigarros, cartela de comprimidos. A luz turva esverdeada manchava o piso sujo pelos passos de pés, sandálias, botas molhadas; acumulados …

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JUCA.

22(3), JUNHO, 2022. JUCA.  Vamos deixar este ar atravessar as grades, esgueirar-se pelas frestas, complementar as garrafas vazias, gavetas; vamos permitir o viscoso abutre destas ideias ali fora corromper este santuário dedicado ao declínio. Declínios exigem astúcia, organização, para uma decomposição nítida e satisfatória, os processos devem tender a um fim retilíneo, onde todas as …

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CAÓTICO/DELÍRIO/REPITA A SI/OPACO/CULPA/CRIANÇA

21, JUNHO, 2017. CAÓTICO. Por quais cantos deste mesmo escombro, soaria mais saudável, menos ácido, existir; diante de nenhuma dor real, ao olhar atento, desatento... a qualquer um! É só um desfeche incompreensível, descascado, refutado por qualquer palavra fútil. O ego infla, desinfla, diante das constelações homogêneas; e lá, ainda detrás do véu, são dois …

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