imagens.

13, NOVEMBRO, 2025. IMAGENS. Os tentáculos envolvem-me, percebo reticente ausências pueris. Está desfeito, entrelaçado e mortificado. Meu silêncio escorrega da língua manchando imagens fúnebres. Está desfeito. Coágulos púrpuras amontoam-se, jaz caído o habitável, indissolúvel e mágico; respeito figuras heroicas degradantes, suas vozes ecoam por labirintos inescapáveis. Abri a ultima porta amedrontado, ouvi sussurros e passos, …

Continue lendo imagens.

EU E O NADA.

EU E O NADA. 19, agosto, 2025. A sós, sinto a traqueia comprimida. Meus sentidos elaboram constantes negativas furtivas insaciáveis; predominam constantes mórbidas, labirintos intransponíveis; há tanto lamento nas investigações, nas buscas por clemência, piso ameno caminho tranquilo. Todos os escapes são tétricos, retornos fustigantes ao dia infernal atordoado pela sequência d’ondas virulentas, projetando minha …

Continue lendo EU E O NADA.

28.

28.  15, JANEIRO, 2025. São dias iguais continuados, repetidos, rarefeitos. Dias cósmicos arremessados ao ar, alcançados por uns e outros. Minha língua sequer projeta, está retraída, omissa, ridícula. Vim como um arruaceiro para destravar continuidades, desequilibrar o manifestado, rasgar o eterno. Não trouxe comigo nenhum sentido prático, somente aquilo esboçado pelo trajeto, a história do …

Continue lendo 28.

ESPERANÇA.

ESPERANÇA. 08, FEVEREIRO, 2024. Um dia o corpo esvai, derrete. A vida mais lhe lembra se esgueirar e aparentar outras formas que não aquela anterior. Rosto novo desfeito, refeito, continuado. Retorno e ciclo, catracas desgovernadas para maquinário ultrapassado. Solícito e maltrapilho não recusa e se necessário exprime desculpas genuínas amargas pulsantes, vindas dos requintes santificados …

Continue lendo ESPERANÇA.

hoje.

13, NOVEMBRO, 2023. HOJE. Verde o olho pulsa inquieto mistificante, inapto ao mover. Estática ululante incessante, passos ligeiros e ruídos distantes. Cerâmica empoeirada, guilhotinas diárias. Lá fora as vidas iniciam e terminam, gesticulam entre si aos prantos lamuriantes dos que permanecem. Arde a garganta ao açoite constante do silêncio induzido. Resquícios viscosos mancham peles, orbitam …

Continue lendo hoje.

LETARGIA.

24, AGOSTO, 2023. LETARGIA. Existe um sistema turvo apodrecendo folhinhas miúdas esverdeadas, mordidas por lanças solares púrpuras. Nuvens cessam suas espirais e expõe um céu opaco. Há saudade germinando continuamente entre súplicas distintas, não minguam enquanto há vida. Voltar ao processo burocrático degradante da sua primeira queda, ver santos plásticos imersos em leituras mornas; choram …

Continue lendo LETARGIA.

ACORDE.

25, FEVEREIRO, 2023. ACORDE. Incendeiam-te, em verdade, mostram-no semelhanças, não entendo o medo. As razões mistificadas, todas despersonalizações organizadas milimetricamente para seus dedinhos miúdos transitarem lentamente por frestas, curvas e detalhes. O horror rompe a traqueia, amordaça, pelo fato nítido desta coisa que lhe habita. Inebriado por circunstâncias simplórias, cores translúcidas, breus, penumbras peculiares. Vendo …

Continue lendo ACORDE.

TROÇAS/INQUIETO (12)./AQUI SE EXISTE/INFANTE

1, JULHO, 2020. TROÇAS. Sinto o abismo como algo a crepitar, nas surdinas e tempestuosas horas odiosas; repito comigo das probabilidades, da lógica do arbítrio deste dever-ser conflituoso; o abismo interno, da busca fustigante e vegetativa, de fluir de ponta a ponta, dentro de mim. Deve ser o início de um projeto, como uma epifania …

Continue lendo TROÇAS/INQUIETO (12)./AQUI SE EXISTE/INFANTE

ABJETO(4).

11, FEVEREIRO, 2022. ABJETO(4). As movimentações do espírito precisam transitar para o ambiente em que a solidão é a única premissa possível, formuladora de princípios ativos, manutenção perpétua. Labirintos intransponíveis constituíram a essência mirabolante destas coordenações caóticas, criativas corrosões infernais diárias, desde o nascimento consciente onde germinavam as primeiras pulsões metafísicas. Um tipo sólido, mórbido, …

Continue lendo ABJETO(4).