12, NOVEMBRO, 2021. CONDUTA COVARDE. 1. As quimeras do meu crânio gesticulam estes delírios, mostrando formas e motivos de cada minúscula queda; movem-se pelo tempo e espaço, invadem meu imaginário, transfigurando o visível diante de mim em ambientações detestáveis. Vejo, com a nitidez mórbida de uma ideia maldita, assisto com calma o decompor lento e …
Categoria: poesia
UTILIDADE PEQUENA./ DIALÓGO SOBRE OFÍCIO./ ANÁLISE DE UMA NÃO ATITUDE/ONDE.
16, JUNHO, 2019. UTILIDADE PEQUENA. A agulha perfurou o telhado, arrastou-se, esgueirou por entre baratas e aranhas, besouros e teias, até tocar um forro antigo, maltratado; rejeitou qualquer pensamento, tal qual um embrião ou recém-nascido; a ponta chacoalhava como rabo de cobra diante às afrontas, apesar de ser um objeto simplório, tão antigo que nenhum …
Continue lendo UTILIDADE PEQUENA./ DIALÓGO SOBRE OFÍCIO./ ANÁLISE DE UMA NÃO ATITUDE/ONDE.
Diálogo sobre a memória \ Não digere. (Sabor)
JULHO, 29, 2015. Não digere. (Sabor)A digestão das ideias opostos as tuas, como dores que caminham pelo corpo dos pés a cabeça. Seus ideais são tão insignificantes, mas ainda assim o teu olhar não o é, as coisas que fala e produz, enchem-me de um vazio completo sem fim ou pausa. Para que as cordas …
Continue lendo Diálogo sobre a memória \ Não digere. (Sabor)
DETESTÁVEL
DEZEMBRO, 29, 2015.Foi um desencontro bem escrotoSe parar e pensar mais uma vezFoi como um esgoto de desgosto puroEstou completamente puto, por ter imaginado tanto Um pântano imenso, de excrementoCada olhar teu, vago feito madrugadaOs teus sorrisos não me lembram nadaUm corpo esbelto, para maquiar a alma abandonada O luar é vermelho, sangrento em desesperoMais …