SETEMBRO, 04, 2014. Sentado na pedra, o copo cheio, cheio de tristeza. Admirando a capacidade do sol queimar, de brilhar. Não é demais pra este, que sentado, agora grita. Simplesmente libera o pavor que caminha em suas veias. Bebe mais um pouco, e agora canta, a canção do medo. O copo vai-se, e com ele …
Categoria: Prosa
ONDAS.
DEZEMBRO, 11, 2019. 1.e esta decadência não é o sucumbir do ser, na medida do desespero que me acomete e leva tudo pra este abismo; qual o noto transpirar, em incessantes lampejos de epifanias, como ondas a destruir recifes. e importa, observar o trabalho infinito, perpétuo em ataques naturais, um natural explícito que forma na …
Passo a Passo.
JULHO, 4, 2015. I. O beco cheira a urina velha, amarga, antiga. Os garis, se é que já ouviram falar deste canto, não gostariam nem da ideia de pensar em ajudar, afastar este infernal cheiro do líquido amarelo e belo que jorra como canal de esgoto, para fora do corpo. Os banheiros se perdem, entre …
Abstrato afeto de um olhar qualquer.
ABRIL, 19, 2016. Vi o teu rosto algumas vezes rápidas, e fui sugado para um tempo atípico, inovador e geométrico, fizeram de mim um círculo meio caricato. Pude assistir quadrados, retângulos e todo o resto, caminhando de forma desengonçada, como se fossem girados por mãos, vi de soslaio umas linhas quase invisíveis dando movimento a …