dismas.

DISMAS. 19, ABRIL, 2023. A pior súplica terá sido esta e o tempo revelará mordazmente entre deformações do rosto. Minutos esgueirados pela fetidez embaraçada dos trapos, poeiras, traças. Resumos mirabolantes para dias ridículos, resumos apoteóticos para dias minúsculos, resumos sistemáticos para mesmices colossais. Ergue-se lentamente evitando tremelicar no esforço, desgrenha cabelo, coça barba e com …

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SOBRE NÓDOAS.

04, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS. Algo absoluto consome o espírito, arrasta-se pela pele; algo inominável, substancial. Verdes e plácidas investigações rotineiras visitadas por dedos insólitos, interrogativos; em seu bojo um ruído cáustico arranha os tímpanos, injetando-lhe introspecções mórbidas. Malogrado parasita transitório vai até uma esquina, vê a ladeira deslizando por casas e postes, lá embaixo …

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SOBRE A QUIETUDE.

16, AGOSTO, 2022. SOBRE A QUIETUDE. A quietude destes traços, na proposta diante de si, dividida em seções observáveis-praticáveis; úlceras brotando nas suas vistas, deslizando pelos vasos sanguíneos; úlceras contidas na indisposição, no desespero de uma resposta. Átimos perceptíveis ao olhar atento de gatos, piscadelas violentas, convulsões minuciosas; todos lapsos de alguém que se rejeita, …

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JUCA E SAUDADE.

10, AGOSTO, 2022. JUCA E SAUDADE. Ao lado um homem estava sentado, próximo a entrada da varanda. Uma porta de alumínio gemia em seus movimentos pegajosos, manchando aquele silêncio plácido. Seus olhos estavam grudados em um livro aberto, tateava-o com seus dedos esguios e longos. Suas pupilas eram negras e opacas, cabelos emaranhados e lisos, …

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CONTINUAR.

07, AGOSTO, 2022. CONTINUAR. Caminhos indesejáveis estes, caminhos desprezíveis. Abstrair é o efeito possível, a linguagem é escassa, rasa para mostrar isto, então o silêncio rompe tendões e músculos. A exaustão subjetiva transforma-te em um ajoelhado, assustado e cíclico. Quem vem lá, a passos lentos e lhe envolve aos poucos nas ruínas corruptíveis de promessas …

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