SETEMBRO, 04, 2014.
Sentado na pedra, o copo cheio, cheio de tristeza. Admirando a capacidade do sol queimar, de brilhar. Não é demais pra este, que sentado, agora grita. Simplesmente libera o pavor que caminha em suas veias. Bebe mais um pouco, e agora canta, a canção do medo. O copo vai-se, e com ele o motivo de sentar. Está cheio da tristeza, é hora de levantar.
Levantar e fingir.
Seguir e negar.
Esperando o dia do copo chegar.
Não é anormal o fardo diário de culpa inexistente que este homem carrega. O seu copo se esvazia, mas é claro, não é como sua mente. O líquido no copo tem fim, mas o seu cérebro e o seu processamento tem o destruído e a máquina que deveria pensar, criar as armas para sua defesa, está o matando.
Suave mar de pena.
Já está caminhando, o mundo gira, as vozes como ecos distantes. Precisa ir pra casa, precisa deitar e dormir anestesiado pela morfina espiritual.
Acorda de novo.
O vazio o preenche… sente falta, falta de quando era capaz. De caminhar e falar, de contar, erguer-se. Agora é fardo diário dos próprios pensamentos. E admitir um erro inexistente, é o peso completo do seu próprio corroer.
Não te faz mal.
Não há por que..
Mas segue te matando…