22(3), JUNHO, 2022. JUCA. Vamos deixar este ar atravessar as grades, esgueirar-se pelas frestas, complementar as garrafas vazias, gavetas; vamos permitir o viscoso abutre destas ideias ali fora corromper este santuário dedicado ao declínio. Declínios exigem astúcia, organização, para uma decomposição nítida e satisfatória, os processos devem tender a um fim retilíneo, onde todas as …
Mês: junho 2022
CAÓTICO/DELÍRIO/REPITA A SI/OPACO/CULPA/CRIANÇA
21, JUNHO, 2017. CAÓTICO. Por quais cantos deste mesmo escombro, soaria mais saudável, menos ácido, existir; diante de nenhuma dor real, ao olhar atento, desatento... a qualquer um! É só um desfeche incompreensível, descascado, refutado por qualquer palavra fútil. O ego infla, desinfla, diante das constelações homogêneas; e lá, ainda detrás do véu, são dois …
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ABUSO/OS DOIS PASSOS/A ÁGUA TORNOU-SE CINZA/SER-ISTO DEFINHAR/ORDINÁRIO/AMA.
20, JUNHO, 2017. ABUSO. Dizimar a situação Dar fim, descolar Desgrudar Detestar. Visite-o Visite-me Seja-me Converta-me. Vasculhe-o Rasgue-o Disseque-o Despeje-o . Cuspa-me Odeie-me Assole-me Corrompa-me. Lhe-é Lhe-ser Ter-lhe Viver-lhe. Nem que Haja ódio Nem que Seja horrível. 20, JUNHO, 2016. OS DOIS PASSOS. Cansei de bolar vidas num papel branco Imaginar os próprios sentimentos de …
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??./REFLEXO DO INVERSO DIÁRIO./ÓDIO./EXPRIMIR./VAGOS(7)./NADA DE NOVO.
??. 18, JUNHO, 2014. Por que não. Sim, sim, por que não. Ah, mas eu não quero. Por que não, sim, sim, por que não. Não, amigo, é, não, por que não. Sim, mas eu não quero. Não, eu não vou. Por que? Por que não quero, ué. Eu estou bem. Não, não quero. Não, …
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O PRATA./INQUIETO(11)
??, ??, 2014. O PRATA. A arma na mesa, bela, prateada roubava o brilho que perfurava os vidros da janela. O cigarro aceso, a fumaça passeando pelo breu do quarto. A lâmpada apagada, nesta lua cheia, nem lembrou dela. O cabelo ruivo, escondido com um chapéu de cowboy. O terno preto, da cor da noite. …
AUGUSTO.
09, JUNHO, 2022. AUGUSTO. Observa-te, desfigurado; a pele derretendo ante ao espelho, em um átimo refaz-se ao ouvi-la. Habita-o, esta conclusão inesperada e contínua de parasitar os alheios e ser alheio; o medo escancarado da nitidez, de perceber algo ali. Ouvi-la traz a si um contexto disruptivo, curativo ao corromper diário de ser-se totalmente apático …