JUCA E O TEMPO INFANTE.

15, MAIO, 2026. JUCA E O TEMPO INFANTE.  Juca acendia o penúltimo cigarro. Lentamente dissolvia, cada trago afastava uma ruína minúscula, sentia culpa, desejo, raiva, rancor, e a chaga escaldante de estar vivo. Seus olhos claros umedeciam, as nuvens passavam devagar. Tremia pelo fato simples da decisão introspectiva, culpa pelo fato mórbido do deleite entre …

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SALVO.

09, MARÇO, 2026. SALVO. Detestável este início, esta vida; inteiramente nefasta. Ouve lamentos crus e bélicos, lamúrias arquitetônicas dos projetos decadentes e diminui-se. Seu trejeito mequetrefe, sua forma imprópria. Quais movimentações lhe salvariam, lhe tirariam daí onde habita inevitável e cósmico. Suspirar, chorar, tremer até derreter e virar algo enfim, algo disforme e continuado. Suas …

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RUÍDOS.

17, MARÇO, 2024. RUÍDOS. Aos poucos o tempo reduz um homem ao seu rastro miserável. Vacilante, oscilante tal qual parasita com membros corroídos de um empenho egoísta, assecla honroso dos instintos inefáveis. Corpos reduzidos aos prazeres inevitáveis – a si – e os dias passageiros fragmentos voláteis. Vício sequer traduz suficientemente isso, despreza ordenações e …

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INQUIETO (13)

06, AGOSTO, 2022. INQUIETO (13) A luz geme através das cortinas, enquanto se esgueira e derrama seu corpo áspero sobre o rosto, deixando rastros mornos na pele. As inquietações inebriantes, continuidades amputadas pela aproximação deste despertar. Olhos convulsivos espancando as pálpebras, suplicando para injetar-se nos ruídos intermitentes da casa.  Músculos e ossos em odes voluntárias, …

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OBSERVAÇÕES.

09, JULHO, 2022. SOBRE O TEMPO. Meu corpo sente algo em movimento, resultados efêmeros de tentativas minúsculas e fajutas. Estica-se, tenta correr até algum ponto específico e o rompante destes agravamentos é a percepção de uma diferença, esta somente nítida nas fraturas e corrosões físicas; a memória e o imagético não conseguem tocar distâncias temporais …

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??./REFLEXO DO INVERSO DIÁRIO./ÓDIO./EXPRIMIR./VAGOS(7)./NADA DE NOVO.

??. 18, JUNHO, 2014. Por que não. Sim, sim, por que não. Ah, mas eu não quero. Por que não, sim, sim, por que não. Não, amigo, é, não, por que não. Sim, mas eu não quero. Não, eu não vou. Por que? Por que não quero, ué. Eu estou bem. Não, não quero. Não, …

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SOBRE O AFETO(2)./CURSO./NOSTALGIA.

05, MAIO, 2022. SOBRE O AFETO(2) Esta razão de permanência, precisa escapar do dia, do atual; preciso reconhecer-me para além deste ato recente, disto que esvanece completamente no amanhecer. Nesta forma específica, habita meu desespero em esperar o amanhã para lhe ter, ver, sentir; toda espera é agonia, pelo sistema vigente de dissipações contínuas, diárias. …

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INVESTIGAÇÕES SINTÉTICAS (2).

01, MAIO, 2022.   INVESTIGAÇÕES SINTÉTICAS (2). Suspira o alívio desta semelhança rasgada pelo ódio. Suspira a tranquilidade química destas injeções, entre sussurros induzidos, a expectativa silenciosa do acontecer que se aproxima. Acomete-se pelo óbvio, desta repetição, na inquietude mórbida de assemelhar-se e aproximar do afeto. O medo arrastou-o pelos pisos, corredores, entre luzes amareladas. Rostos …

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