INCOMPREENSÍVEL.

25, MARÇO, 2025. INCOMPREENSÍVEL. Corpos caídos da minha pele, estirados. Mesmices diárias rotineiras, fracassos misturados aos goles pútridos deste café. Vozes alheias introduzem processos químicos magníficos, mesclam originários maquinários homéricos contínuos e cessam repentinamente, ordenados por diabretes miúdos. A linguagem desta pele opaca vazia, metamorfose constante mirabolante conduzindo os dias inteiros a quedas nefastas. Caído …

Continue lendo INCOMPREENSÍVEL.

era vida

ERA VIDA. 20, AGOSTO, 2024.  Era vida. Hoje medo. Somente a indubitável razão, forma permanente; desgaste. Todo emaranhado supersticioso afunda em princípios básicos, da raiz amaldiçoada resta continuar. Suas vozes entrecortadas fundem-se, germinam variações tempestuosas noites insones, são idênticas fraquezas. Era vida. Hoje é tarde. Resquícios autênticos, tentativas magistrais decadentes; todo arremessar e ir acertar …

Continue lendo era vida

34.

10, AGOSTO, 2024. 34.  1; Ser e o nada. Nada está posto ou submerso, sequer existe vida. Lapsos ruidosos açoitam a pele exposta, mordiscam, mancham e rasgam enfim subtraem toda essência possível. Não houve mérito ou conquista, lamenta suplicante asco, tão amedrontado entre saltos ligeiros esconde-se novamente. Luzes turvas inundam recintos opacos, frestas intencionais para …

Continue lendo 34.

LAPSOS TÉCNICOS

19, JULHO, 2024. LAPSOS TÉCNICOS 1; A inércia humana ante o pegajoso lacrimoso futuro decrépito. Horizontes previsíveis substituíveis, são chacinas claras nítidas, dias inteiros se desejo houver banhado será do sangue contido nestas telas. Humana inércia contaminada, individualidade moribunda nascida naquela cruz. Quando salvos for salvar-se, ninguém estará seguro. Caminhos metafóricos, justificativas para o além. …

Continue lendo LAPSOS TÉCNICOS

QUEDA.

07, JULHO, 2024. QUEDA. 1. Alegrias alvejavam-no, caídas dos galhos arremessadas por bracinhos miúdos festejantes. Incessantes, seus olhos brilhavam aflitos por este prenúncio; antevia alguma ruína incorpórea, visita malograda. Seus olhos castanhos enlameados recusavam simples ofertas, formas plácidas quaisquer. Magricela esguio tateava troncos envelhecidos misturado aos passos reticentes vagarosos. Dos seus lábios finos palavras minguavam …

Continue lendo QUEDA.

INUMANO.

14, JUNHO, 2024. INUMANO. Foscos olhos aguados, misturas apáticas solícitas. Somos verdejantes oscilantes vagarosos, tememos prognósticos funestos abençoados por demônios animados. Corjas açoitam peles, chicotes de arame farpado. Questões postas esmagadas pelos detalhes deploráveis; a indiferença raiz moribunda destes males vergastantes. Somos úlceras borbulhadas amornando todo olhar incauto, arremessando homens santificados às masmorras eternas. Lá …

Continue lendo INUMANO.

ESPERANÇA.

ESPERANÇA. 08, FEVEREIRO, 2024. Um dia o corpo esvai, derrete. A vida mais lhe lembra se esgueirar e aparentar outras formas que não aquela anterior. Rosto novo desfeito, refeito, continuado. Retorno e ciclo, catracas desgovernadas para maquinário ultrapassado. Solícito e maltrapilho não recusa e se necessário exprime desculpas genuínas amargas pulsantes, vindas dos requintes santificados …

Continue lendo ESPERANÇA.

hoje.

13, NOVEMBRO, 2023. HOJE. Verde o olho pulsa inquieto mistificante, inapto ao mover. Estática ululante incessante, passos ligeiros e ruídos distantes. Cerâmica empoeirada, guilhotinas diárias. Lá fora as vidas iniciam e terminam, gesticulam entre si aos prantos lamuriantes dos que permanecem. Arde a garganta ao açoite constante do silêncio induzido. Resquícios viscosos mancham peles, orbitam …

Continue lendo hoje.