22, AGOSTO, 2022. SOBRE O AFETO. Deste dia, dos próximos e os antevistos, previstos, os outros poucos condenatórios e que teu olho verde vira destino. Aos rastros e manchas de sangue nas pequenas curvas, do labirinto constante nascente, nas correntezas do seu devir-desespero. Vê-la derretida e disforme, feito sombras juntas pelas mesclas de luzes e …
Categoria: eu
EU, SINTÉTICO, EU, MEDO./histeria.
15, AGOSTO, 2022. EU, SINTÉTICO, EU, MEDO. As vertigens vão abrindo espaço na pele, rasgando e deixando sangue escorrer. Corpos multifacetados arrastam suas línguas até os meus olhos, movem-se junto dos meus ossos, são mesmices rangendo suas catracas e me puxando para perto. Exausto, caio na inflexibilidade de um transeunte miserável, descanso meu corpo rígido …
CONTINUAR.
07, AGOSTO, 2022. CONTINUAR. Caminhos indesejáveis estes, caminhos desprezíveis. Abstrair é o efeito possível, a linguagem é escassa, rasa para mostrar isto, então o silêncio rompe tendões e músculos. A exaustão subjetiva transforma-te em um ajoelhado, assustado e cíclico. Quem vem lá, a passos lentos e lhe envolve aos poucos nas ruínas corruptíveis de promessas …
INQUIETO (13)
06, AGOSTO, 2022. INQUIETO (13) A luz geme através das cortinas, enquanto se esgueira e derrama seu corpo áspero sobre o rosto, deixando rastros mornos na pele. As inquietações inebriantes, continuidades amputadas pela aproximação deste despertar. Olhos convulsivos espancando as pálpebras, suplicando para injetar-se nos ruídos intermitentes da casa. Músculos e ossos em odes voluntárias, …
CORPOS E MEMÓRIA.
31, JULHO, 2022. CORPOS E MEMÓRIA. São estas pequenas agressões, permitidas. Permanências sistemáticas, corruptivas. Formas nas sombras, ondulações sonoras derretendo o quarto, meus tímpanos. As horas letárgicas arrancam pedaços, introspecções que tendem ao mesmo desespero. Ardem os olhos, açoitados por expectativas. Pensamentos tornam-se vórtices ásperos, agulhas infinitas atravessando a extensão deste corpo como tentáculos. Não, …
LABIRINTO.
26, 07, 2022. LABIRINTO. digitações de um condenado. Caímos neste labirinto, investigando cada curva e centímetro; bifurcações, laterais, portas e janelas. Vozes, ruídos e ecos surgiam rompendo quietudes raras. Seus olhos piscavam violentamente ao perceberem-no, localizarem-no; caímos dentro de alguém que nunca quis ser localizado ou visto. Fantasmagórico, um tipo de fantasma inquieto. Colocar este …
SOBRE O NADA (3)
22, JULHO, 2022. SOBRE O NADA (3). 1. Opaco, este lugar aos poucos injeta-me formas minúsculas, tateio-as entre os dedos. Respiro aflito entre soluços fraquejados, suspiros ásperos. Diante de mim há o idêntico ao detrás, absoluta opacidade; há minutos aqui, ainda não discerni um do outro. Reconheço dedos, reconheço coisas simples e óbvias, sei que …
SOBRE O NADA (2)
16, JULHO, 2022. SOBRE O NADA (2) Veja-me, por favor, veja-me. Sou relapso, caído. Detesto repetir, mas cá volto ao teu colo áspero, amargo. Veja-me, tira daqui isto, rouba, rasga. Rompa as ligações dos músculos, arranca os membros; quero sentir o que é etéreo, se isto é só linguagem. Veja-me, olha para dentro do meu …
OBSERVAÇÕES.
09, JULHO, 2022. SOBRE O TEMPO. Meu corpo sente algo em movimento, resultados efêmeros de tentativas minúsculas e fajutas. Estica-se, tenta correr até algum ponto específico e o rompante destes agravamentos é a percepção de uma diferença, esta somente nítida nas fraturas e corrosões físicas; a memória e o imagético não conseguem tocar distâncias temporais …
SOBRE O NADA.
02, 07, 2022. SOBRE O NADA. Intromissões alheias projetam-no a isto, a ausência significativa, formuladora; todo o teu ser é a decadência formal, subjetiva, pois é óbvio que detesta o corpo; mal consegue vê-lo, tocá-lo sem desesperar-se inteiro. Das evidências cintilantes que lhe arrodeiam nestas madrugadas insólitas, mórbidas, traduzíveis por sistemáticas linguagens autônomas; regozijando cada …