8, NOVEMBRO, 2016. "Material artístico- Disse hesitante, enquanto puxava do maço, um cigarro e entre os dedos, mordia-o.- Cá me faço presente, por arte, pela arte.' O sorriso dela se desfez por um instante só, a ebriedade deixa desmaiar algumas percepções importantes em um ambiente deste tipo, duas cadeiras amarelas, uma mesa fajuta de bar, …
Uma ponte do delírio ao novo ser.
04. SETEMBRO, 2016. Não nasce em si um deleite maior que esta solidão corrosiva, entre tantos dilemas que são sequentes, esta consequência é pura mesquinhez egoísta. Fere um corpo próprio, ao sabor de uma discórdia unilateral, sem qualquer pretexto realmente exterior. Deste princípio um rosto risonho se forma nas sombras e estar em qualquer lugar, …
VELHA MEMÓRIA / TUA AUSÊNCIA.
AGOSTO, 2, 2017. VELHA MEMÓRIA. 1. Medo, sinto, tanto medo; me arrasto por crises existenciais gritantes, simbólicas e transformativas, deste âmbito solitário revejo conceitos, elaboro alguns e noto a forma obsoleta desta solidão; submisso a princípios ilógicos, todos derivantes de carências insuportáveis. Subo alguns degraus, arranhando paredes com unhas apodrecidas, mordiscando os dentes velhacos, amarelados …
Diálogo sobre a memória \ Não digere. (Sabor)
JULHO, 29, 2015. Não digere. (Sabor)A digestão das ideias opostos as tuas, como dores que caminham pelo corpo dos pés a cabeça. Seus ideais são tão insignificantes, mas ainda assim o teu olhar não o é, as coisas que fala e produz, enchem-me de um vazio completo sem fim ou pausa. Para que as cordas …
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DETESTÁVEL
DEZEMBRO, 29, 2015.Foi um desencontro bem escrotoSe parar e pensar mais uma vezFoi como um esgoto de desgosto puroEstou completamente puto, por ter imaginado tanto Um pântano imenso, de excrementoCada olhar teu, vago feito madrugadaOs teus sorrisos não me lembram nadaUm corpo esbelto, para maquiar a alma abandonada O luar é vermelho, sangrento em desesperoMais …
DENGO. (Ignóbil)
Acordo sobre a cama, o suor que desce as costas; fome, sinto fome, de algo intangível; levanto e vou até a cozinha, abro a geladeira, fecho e abro mais algumas vezes até perceber que não há nada pra mim ali. Não possuo perspectiva, ou fuga ligeira pra este momento singelo, preciso de algum tipo de …
Traças. (Luís Augusto)
FEVEREIRO, 2, 2018. estas traças que mordiscam a pele, saltitam entre risos ríspidos, causando ranço em meus tímpanos sóbrios; tento adormecer entre estas mordidinhas minúsculas, rejeitando o desafeto deste contexto miserável, observando a contorção da luz que se projeta exausta nos cantos do quarto. ocupando as horas com relapsos e delírios, mastigando a língua e …
INSANO “AFÍSICO”.
O insano que se percebe "afísico". JULHO, 11, 2016. Deito-me na mesma cama do passado, um repetir estático, dos modelos já bolados. Usurpo meus antigos corpos, junto em um caixão só. Largo lá ainda, três mensagens que adoraria receber e ter.Nada vem de brilhante lá da frente, nem cá recebi um prestígio ou um toque …
AFETO HEREDITÁRIO.
SETEMBRO, 26, 2016. O afeto hereditário. -Trago-lhe uma questão importante hoje… -De novo, cara? Não cansa? -Não, não canso. Pensa num indivíduo qualquer, pensa? Pronto, parte dele exige para si um poder que aplique controle sobre propriedade, parte daí, vê? Ele quer se auto assegurar… -Acho que te entendo, é como garantir-se seguro? -Exatamente, em …
CONSCIÊNCIA.
Ópio. Eu ouço os passos lentos, caminhantes observadores, sonhadores; comparações que outrora lisonjeiras, formam-se realidades palpáveis e faz meu estômago embrulhar, em borbulhas lentas e antagônicas. Meus estímulos reduzidos a perspicácias catastróficas, mirando semblantes simpáticos ou cadavéricos, doentes; fazendo dos passeios, dos transeuntes, quaisquer forem, pestes gigantescas e os desafetos que causam, como reais — …