ABUSO/OS DOIS PASSOS/A ÁGUA TORNOU-SE CINZA/SER-ISTO DEFINHAR/ORDINÁRIO/AMA.

20, JUNHO, 2017. ABUSO. Dizimar a situação Dar fim, descolar Desgrudar Detestar. Visite-o Visite-me Seja-me Converta-me. Vasculhe-o Rasgue-o Disseque-o Despeje-o . Cuspa-me Odeie-me Assole-me Corrompa-me. Lhe-é Lhe-ser Ter-lhe Viver-lhe. Nem que Haja ódio Nem que Seja horrível. 20, JUNHO, 2016. OS DOIS PASSOS. Cansei de bolar vidas num papel branco Imaginar os próprios sentimentos de …

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??./REFLEXO DO INVERSO DIÁRIO./ÓDIO./EXPRIMIR./VAGOS(7)./NADA DE NOVO.

??. 18, JUNHO, 2014. Por que não. Sim, sim, por que não. Ah, mas eu não quero. Por que não, sim, sim, por que não. Não, amigo, é, não, por que não. Sim, mas eu não quero. Não, eu não vou. Por que? Por que não quero, ué. Eu estou bem. Não, não quero. Não, …

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IMAGENS./ IDEALISMO./RESPOSTAS.

16, MAIO, 2019. IMAGENS. Eu vi aquele ruído sair da televisão e de alguma forma não fui alvejado, pelo semblante angustiante daquelas imagens. Um corpo havia caído do quarto andar, e fora filmado por um adolescente. Precisei poupar-me imaginar os traumas, pois são de fato automáticos, crepitantes. A câmera não havia sequer tremido, era um …

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Mergulho pífio em espelho qualquer./amargura/abuso/silêncio.

????, ????, 2018. Mergulho pífio em espelho qualquer.1Observo-me aflito em uma expectativa injustificávelSuponho uma dezena de suplícios, para entorpecer meu rosto;Rangendo os dentes pro reflexo cadavérico no espelho Detestando o eco depreciativo na bala perdidaAlveja um qualquer, que antes de cair de face na podridão da calçadaCuspia em escárnio, o preço amargo do cigarro; 2Sentinelas …

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DEDOS.

23, ABRIL, 2022. DEDOS. Todas estas vozes sórdidas lapidam algo que justifica meu existir atual, tentáculos ruidosos arrastando-se pela cerâmica empoeirada dos dias que decidi abandonar; dos desejos inescrupulosos mantidos nas caixas minúsculas e formidáveis. Algo gesticulava nas sombras do abajur na varanda, um tipo de vento mordendo as grades que evitavam meu salto. Trazia …

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INVESTIGAÇÕES SINTÉTICAS./FRAGMENTO DE UM OLHO FECHADO.

19, ABRIL, 2022. INVESTIGAÇÕES SINTÉTICAS.  Exibições rotineiras sempre tatearam meus olhos como vertigens. Premissas destes ao redor como labirintos líquidos, inescapáveis; meu corpo sente em cada detalhe introduzido um deslocamento escorregadio, desesperado. Ouço e observo o mundo nesta nitidez induzida, tentacular, transeunte algum toma forma de passagem; a memória faz de tudo um vislumbre maldito. …

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REPETIÇÃO.

06, ABRIL, 2022. REPETIÇÃO. Ambientes mórbidos me projetam estas sensações, movimentam dados sensíveis através da pele, meu sangue coagula e petrifico; catatônico observo a ruína de alguns seres mortos na distância inescrupulosa deste devir maldito. A catatonia escancara um desespero nítido, a frustração de uma insignificância ante o caos do existir, o decrépito devir em …

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EGO(2) DESCULPA.

01, MARÇO, 2022. EGO(2) DESCULPA. O ser imobilizado, a estática imagem dos prognósticos roendo lentamente músculos expostos; a inexprimível inquietação conduzindo cansaços insones, letargias mórbidas. Despertar em novas esquinas, assustado por transeuntes. Sentir arder a pele, sombras formadas pelos intervalos do silêncio induzido, estapeando-se para esquivar torpezas introspectivas; revirando os olhos pela expectativa involuntária de …

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