quimeras.

QUIMERAS. 01, SETEMBRO, 2025.   As luzes mesclam futuros previsíveis deletérios; meu corpo arde em vão, minhas rotinas milimétricas traduzem fascinantes resquícios amargos. Luzes inquietas depositam preces opacas ante meus dedinhos ruidosos laminando rasuras orquestradas, lapsos dissociativos quiméricos hediondos. Lá fora habitam seus corpos e traduzem sons plácidos; corpos singelos pueris, manifestos angelicais. Este homem olha-me …

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EU E O NADA.

EU E O NADA. 19, agosto, 2025. A sós, sinto a traqueia comprimida. Meus sentidos elaboram constantes negativas furtivas insaciáveis; predominam constantes mórbidas, labirintos intransponíveis; há tanto lamento nas investigações, nas buscas por clemência, piso ameno caminho tranquilo. Todos os escapes são tétricos, retornos fustigantes ao dia infernal atordoado pela sequência d’ondas virulentas, projetando minha …

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lamúrias.

05, JULHO, 2025. LAMÚRIAS. Os ares horripilantes mordiscam meu pescoço nu. Refaço meu trajeto diário enquanto assisto o definhar vagaroso dos meus olhos; estou exausto, miraculosamente vivo ainda que estático. Brilhantes dias distantes jamais percebidos, supostas guilhotinas operantes, uivantes lamentos distantes. Quem há de habitar-me e substituir as decadências por euforia, alegria; palavras ruidosas distintas, …

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INCOMPREENSÍVEL.

25, MARÇO, 2025. INCOMPREENSÍVEL. Corpos caídos da minha pele, estirados. Mesmices diárias rotineiras, fracassos misturados aos goles pútridos deste café. Vozes alheias introduzem processos químicos magníficos, mesclam originários maquinários homéricos contínuos e cessam repentinamente, ordenados por diabretes miúdos. A linguagem desta pele opaca vazia, metamorfose constante mirabolante conduzindo os dias inteiros a quedas nefastas. Caído …

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28.

28.  15, JANEIRO, 2025. São dias iguais continuados, repetidos, rarefeitos. Dias cósmicos arremessados ao ar, alcançados por uns e outros. Minha língua sequer projeta, está retraída, omissa, ridícula. Vim como um arruaceiro para destravar continuidades, desequilibrar o manifestado, rasgar o eterno. Não trouxe comigo nenhum sentido prático, somente aquilo esboçado pelo trajeto, a história do …

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IDO.

07, NOVEMBRO, 2024. IDO. Decaído gesticulo sentimentos dando-lhes formas próprias. Abstratos trajetos formando labirintos turvos entre curvas ásperas. Perdido há uma década, manifestando todos os requintes apavorados silenciados pela catraca contínua da vida. A vida rejeita meus trejeitos, escancara minhas falhas robustas altivas, e lá fora arde um sol. Respirar asco, tanta dúvida, tamanha dúvida …

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era vida

ERA VIDA. 20, AGOSTO, 2024.  Era vida. Hoje medo. Somente a indubitável razão, forma permanente; desgaste. Todo emaranhado supersticioso afunda em princípios básicos, da raiz amaldiçoada resta continuar. Suas vozes entrecortadas fundem-se, germinam variações tempestuosas noites insones, são idênticas fraquezas. Era vida. Hoje é tarde. Resquícios autênticos, tentativas magistrais decadentes; todo arremessar e ir acertar …

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LAPSOS TÉCNICOS

19, JULHO, 2024. LAPSOS TÉCNICOS 1; A inércia humana ante o pegajoso lacrimoso futuro decrépito. Horizontes previsíveis substituíveis, são chacinas claras nítidas, dias inteiros se desejo houver banhado será do sangue contido nestas telas. Humana inércia contaminada, individualidade moribunda nascida naquela cruz. Quando salvos for salvar-se, ninguém estará seguro. Caminhos metafóricos, justificativas para o além. …

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QUEDA.

07, JULHO, 2024. QUEDA. 1. Alegrias alvejavam-no, caídas dos galhos arremessadas por bracinhos miúdos festejantes. Incessantes, seus olhos brilhavam aflitos por este prenúncio; antevia alguma ruína incorpórea, visita malograda. Seus olhos castanhos enlameados recusavam simples ofertas, formas plácidas quaisquer. Magricela esguio tateava troncos envelhecidos misturado aos passos reticentes vagarosos. Dos seus lábios finos palavras minguavam …

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