era vida

ERA VIDA. 20, AGOSTO, 2024.  Era vida. Hoje medo. Somente a indubitável razão, forma permanente; desgaste. Todo emaranhado supersticioso afunda em princípios básicos, da raiz amaldiçoada resta continuar. Suas vozes entrecortadas fundem-se, germinam variações tempestuosas noites insones, são idênticas fraquezas. Era vida. Hoje é tarde. Resquícios autênticos, tentativas magistrais decadentes; todo arremessar e ir acertar …

Continue lendo era vida

LAPSOS TÉCNICOS

19, JULHO, 2024. LAPSOS TÉCNICOS 1; A inércia humana ante o pegajoso lacrimoso futuro decrépito. Horizontes previsíveis substituíveis, são chacinas claras nítidas, dias inteiros se desejo houver banhado será do sangue contido nestas telas. Humana inércia contaminada, individualidade moribunda nascida naquela cruz. Quando salvos for salvar-se, ninguém estará seguro. Caminhos metafóricos, justificativas para o além. …

Continue lendo LAPSOS TÉCNICOS

QUEDA.

07, JULHO, 2024. QUEDA. 1. Alegrias alvejavam-no, caídas dos galhos arremessadas por bracinhos miúdos festejantes. Incessantes, seus olhos brilhavam aflitos por este prenúncio; antevia alguma ruína incorpórea, visita malograda. Seus olhos castanhos enlameados recusavam simples ofertas, formas plácidas quaisquer. Magricela esguio tateava troncos envelhecidos misturado aos passos reticentes vagarosos. Dos seus lábios finos palavras minguavam …

Continue lendo QUEDA.

RUÍDOS.

17, MARÇO, 2024. RUÍDOS. Aos poucos o tempo reduz um homem ao seu rastro miserável. Vacilante, oscilante tal qual parasita com membros corroídos de um empenho egoísta, assecla honroso dos instintos inefáveis. Corpos reduzidos aos prazeres inevitáveis – a si – e os dias passageiros fragmentos voláteis. Vício sequer traduz suficientemente isso, despreza ordenações e …

Continue lendo RUÍDOS.

inquieto (15)

12, MARÇO, 2024. INQUIETO (15) Volta e meia formas solidificam-se, sombras disformes caminhando em desespero tentando achar simetria. Vozes ruidosas rompendo quietudes raras entre passinhos miúdos. Sou-lhes grato, há épocas que detestei estar cá nesta carapaça funesta empoeirada, desmanchando amontoando pele derretida nos cantos; talvez hoje não me seja ruína, seja só isso, a coisa …

Continue lendo inquieto (15)

ESPERANÇA.

ESPERANÇA. 08, FEVEREIRO, 2024. Um dia o corpo esvai, derrete. A vida mais lhe lembra se esgueirar e aparentar outras formas que não aquela anterior. Rosto novo desfeito, refeito, continuado. Retorno e ciclo, catracas desgovernadas para maquinário ultrapassado. Solícito e maltrapilho não recusa e se necessário exprime desculpas genuínas amargas pulsantes, vindas dos requintes santificados …

Continue lendo ESPERANÇA.

hoje.

13, NOVEMBRO, 2023. HOJE. Verde o olho pulsa inquieto mistificante, inapto ao mover. Estática ululante incessante, passos ligeiros e ruídos distantes. Cerâmica empoeirada, guilhotinas diárias. Lá fora as vidas iniciam e terminam, gesticulam entre si aos prantos lamuriantes dos que permanecem. Arde a garganta ao açoite constante do silêncio induzido. Resquícios viscosos mancham peles, orbitam …

Continue lendo hoje.

ANJOS.

ANJOS. 02, NOVEMBRO, 2023. SOBRE ANJOS. Ruídos cessam entre seus desejos próprios, gesticulam formas incessantes; Há calmaria germinando na alma, lá onde nascem espíritos nítidos; Esferas dos vultos fantasmagóricos açoitando incessantemente portas e janelas; Vou até eles com olhos cáusticos chorosos, abro a boca, mas não consigo dizer; Nada tende a manifestar, nada consegue dissipar …

Continue lendo ANJOS.

LETARGIA.

24, AGOSTO, 2023. LETARGIA. Existe um sistema turvo apodrecendo folhinhas miúdas esverdeadas, mordidas por lanças solares púrpuras. Nuvens cessam suas espirais e expõe um céu opaco. Há saudade germinando continuamente entre súplicas distintas, não minguam enquanto há vida. Voltar ao processo burocrático degradante da sua primeira queda, ver santos plásticos imersos em leituras mornas; choram …

Continue lendo LETARGIA.