08, FEVEREIRO, 2023. DÍVIDAS. As coisas fluem, mas não retornam, não há horizonte que modifique essa história. Melhor deitar sem assumir nenhum risco, deitar como uma despedida necessária, deitar esperando um contágio. Contágio qualquer lhe tiraria da culpa, esvaneceria ausente da culpa do desejo de não mais ser vivo, vivente. Nada retorna, nada sequer deseja …
Categoria: ENSIMESMADO
DESGASTE.
24, JANEIRO, 2023. DESGASTE. Observa-me cá, de soslaio, basta um lapso; vê aos poucos o derretimento deste rosto junto dos ossos, juntando-se à poeira. Aos poucos, vou me tornando algo áspero e asqueroso, um asco milimétrico que de ponta a ponta dos labirintos das veias, me transforma nisto; neste desespero, nesta causa infinita; um rangido …
EU, SINTÉTICO, EU, MEDO./histeria.
15, AGOSTO, 2022. EU, SINTÉTICO, EU, MEDO. As vertigens vão abrindo espaço na pele, rasgando e deixando sangue escorrer. Corpos multifacetados arrastam suas línguas até os meus olhos, movem-se junto dos meus ossos, são mesmices rangendo suas catracas e me puxando para perto. Exausto, caio na inflexibilidade de um transeunte miserável, descanso meu corpo rígido …
SOBRE O NADA (3)
22, JULHO, 2022. SOBRE O NADA (3). 1. Opaco, este lugar aos poucos injeta-me formas minúsculas, tateio-as entre os dedos. Respiro aflito entre soluços fraquejados, suspiros ásperos. Diante de mim há o idêntico ao detrás, absoluta opacidade; há minutos aqui, ainda não discerni um do outro. Reconheço dedos, reconheço coisas simples e óbvias, sei que …
??./REFLEXO DO INVERSO DIÁRIO./ÓDIO./EXPRIMIR./VAGOS(7)./NADA DE NOVO.
??. 18, JUNHO, 2014. Por que não. Sim, sim, por que não. Ah, mas eu não quero. Por que não, sim, sim, por que não. Não, amigo, é, não, por que não. Sim, mas eu não quero. Não, eu não vou. Por que? Por que não quero, ué. Eu estou bem. Não, não quero. Não, …
Continue lendo ??./REFLEXO DO INVERSO DIÁRIO./ÓDIO./EXPRIMIR./VAGOS(7)./NADA DE NOVO.
O PRATA./INQUIETO(11)
??, ??, 2014. O PRATA. A arma na mesa, bela, prateada roubava o brilho que perfurava os vidros da janela. O cigarro aceso, a fumaça passeando pelo breu do quarto. A lâmpada apagada, nesta lua cheia, nem lembrou dela. O cabelo ruivo, escondido com um chapéu de cowboy. O terno preto, da cor da noite. …