28, MARÇO, 2023. SISTEMAS. Promessas saltitam da língua, fantasias ignóbeis tumulares e cósmicas. Olhos radiantes submissos aos requintes artísticos, trejeitos condutores; ser, intimidade ao ser. Nas visões implícitas gesticuladoras, organizadas pelas corrosões indissociáveis contidas na violência do tempo. Envelhecer entre saltos, sustos repentinos epifânicos, miseráveis cortes profundos próximo aos ossos. Ali, na fresta minúscula rompida …
Categoria: eu
ACORDE.
25, FEVEREIRO, 2023. ACORDE. Incendeiam-te, em verdade, mostram-no semelhanças, não entendo o medo. As razões mistificadas, todas despersonalizações organizadas milimetricamente para seus dedinhos miúdos transitarem lentamente por frestas, curvas e detalhes. O horror rompe a traqueia, amordaça, pelo fato nítido desta coisa que lhe habita. Inebriado por circunstâncias simplórias, cores translúcidas, breus, penumbras peculiares. Vendo …
DESGASTE.
24, JANEIRO, 2023. DESGASTE. Observa-me cá, de soslaio, basta um lapso; vê aos poucos o derretimento deste rosto junto dos ossos, juntando-se à poeira. Aos poucos, vou me tornando algo áspero e asqueroso, um asco milimétrico que de ponta a ponta dos labirintos das veias, me transforma nisto; neste desespero, nesta causa infinita; um rangido …
SOBRE PROGNÓSTICOS.
18, OUTUBRO, 2022. SOBRE PROGNÓSTICOS. Isto é uma condição, uma condenação. Verdes os olhos, as causas e os efeitos, não me restam forças dentro deste silêncio induzido. Meu dito escorrega da língua como átimos metafóricos, minúsculas tentativas de escapar e possuir vida. Lá fora o sol chicoteia paredes e testas alheias, lá fora há um …
SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA.
16, OUTUBRO, 2022. SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA. Estas corrosões vão continuar, vão arrastar-me pelo piso fétido desta tragédia contínua. Sou vítima ou mísero, sou isto ou nada; patético, pífio. Vão pisotear minha memória no acúmulo dos fracassos neste pretérito vertiginoso, onde a pele junta-se ao sangue coagulado e feridas expõe-me a mim, repetem processos …
EM MIM./DENTRO.
18, SETEMBRO, 2022. EM MIM. 1. Estive lá, estive Vi de perto A pele O corpo Somos a mesmice A identidade O raso O cáustico Respire, Transborde-nos Tente dizer E falhe A decomposição É aqui, eterna As vistas turvas O infinito Nada lhe escapa, Nem lhe tira, Tudo cá lhe rói Lhe rasga, O risório …
NITIDEZ./DESAFETO BRILHANTE.
12, SETEMBRO, 2022. NITIDEZ. Nítido isto, não tenho nada a dizer Os fragmentos gesticulados, manuseados Através de brevidades fajutas, em lugares opostos Oscilações vegetativas, decomposições malditas; Medo das observações caóticas, miseráveis, Do teu dizer, destas lições e observações, Que são nada, são míseras e microscópicas, São mistificações oriundas de um ego, do meu; Lhe pedir …
SOBRE ALEGRIA.
06, SETEMBRO, 2021. ALEGRIA. Teu olhar penetrou minha alma, fiquei submerso Me contorço de prazer com a lembrança dos teus lábios Visito sem pressa as memórias recentes, entorpecido Cada palavra que surge dos teus dedos, me envolve Ficaria ali por uma época inteira, divagando sobre as frestas Cada curva da tua linguagem; Ver-te, foi como …
SOBRE NÓDOAS (2)
05, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS (2) Verde, a tua calma há de esvanecer, verá; Os termos desta insólita forma, As condições nefastas Vamos tirá-lo de lá, dar vida; A calma breve, dos seus requintes, Teus olhos penetram as almas, Mas descansa no bojo de si; Parasita a própria forma, O dia nasce arrastando grilhões, Ecos …
SOBRE NÓDOAS.
04, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS. Algo absoluto consome o espírito, arrasta-se pela pele; algo inominável, substancial. Verdes e plácidas investigações rotineiras visitadas por dedos insólitos, interrogativos; em seu bojo um ruído cáustico arranha os tímpanos, injetando-lhe introspecções mórbidas. Malogrado parasita transitório vai até uma esquina, vê a ladeira deslizando por casas e postes, lá embaixo …