INSUSTENTÁVEL.

13, JUNHO, 2023.   Aspectos ordinários conduzem este espírito, requintes simplistas, rotinas displicentes. Vergastadas de um sol mesquinho abrindo fissuras em vidraças. Quais odes tirariam ou sepultariam enfim esta causa ruidosa egoísta. Caminhos turvos entrecortados por lampejos cáusticos, situações odiosas. Memórias conduzidas por barqueiros infiéis, jogando pragas aos céus opacos; ele estava amarrado a cordas espinhosas, …

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falar.

05, MAIO, 2023. FALAR. Submetido a esta queda, resta-lhe cair. Vozes mancham sua pele áspera, vertigens açoitam-no, passo a passo entre caminhos turvos entrecortados; não há semelhança visível. Em si lateja, pulsa sermões inebriantes, cautelas gesticulares, odes e desespero líquido viscoso derramando dos lábios. Lá fora escutam gritos agudos escalando paredes empoeiradas, abrindo frestas. Sua …

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SISTEMAS.

28, MARÇO, 2023. SISTEMAS. Promessas saltitam da língua, fantasias ignóbeis tumulares e cósmicas. Olhos radiantes submissos aos requintes artísticos, trejeitos condutores; ser, intimidade ao ser. Nas visões implícitas gesticuladoras, organizadas pelas corrosões indissociáveis contidas na violência do tempo. Envelhecer entre saltos, sustos repentinos epifânicos, miseráveis cortes profundos próximo aos ossos. Ali, na fresta minúscula rompida …

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ACORDE.

25, FEVEREIRO, 2023. ACORDE. Incendeiam-te, em verdade, mostram-no semelhanças, não entendo o medo. As razões mistificadas, todas despersonalizações organizadas milimetricamente para seus dedinhos miúdos transitarem lentamente por frestas, curvas e detalhes. O horror rompe a traqueia, amordaça, pelo fato nítido desta coisa que lhe habita. Inebriado por circunstâncias simplórias, cores translúcidas, breus, penumbras peculiares. Vendo …

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SOBRE PROGNÓSTICOS.

18, OUTUBRO, 2022. SOBRE PROGNÓSTICOS. Isto é uma condição, uma condenação. Verdes os olhos, as causas e os efeitos, não me restam forças dentro deste silêncio induzido. Meu dito escorrega da língua como átimos metafóricos, minúsculas tentativas de escapar e possuir vida. Lá fora o sol chicoteia paredes e testas alheias, lá fora há um …

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SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA.

16, OUTUBRO, 2022. SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA. Estas corrosões vão continuar, vão arrastar-me pelo piso fétido desta tragédia contínua. Sou vítima ou mísero, sou isto ou nada; patético, pífio. Vão pisotear minha memória no acúmulo dos fracassos neste pretérito vertiginoso, onde a pele junta-se ao sangue coagulado e feridas expõe-me a mim, repetem processos …

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NITIDEZ./DESAFETO BRILHANTE.

12, SETEMBRO, 2022. NITIDEZ. Nítido isto, não tenho nada a dizer Os fragmentos gesticulados, manuseados Através de brevidades fajutas, em lugares opostos Oscilações vegetativas, decomposições malditas; Medo das observações caóticas, miseráveis, Do teu dizer, destas lições e observações, Que são nada, são míseras e microscópicas, São mistificações oriundas de um ego, do meu; Lhe pedir …

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