18, SETEMBRO, 2022. EM MIM. 1. Estive lá, estive Vi de perto A pele O corpo Somos a mesmice A identidade O raso O cáustico Respire, Transborde-nos Tente dizer E falhe A decomposição É aqui, eterna As vistas turvas O infinito Nada lhe escapa, Nem lhe tira, Tudo cá lhe rói Lhe rasga, O risório …
Categoria: eu
NITIDEZ./DESAFETO BRILHANTE.
12, SETEMBRO, 2022. NITIDEZ. Nítido isto, não tenho nada a dizer Os fragmentos gesticulados, manuseados Através de brevidades fajutas, em lugares opostos Oscilações vegetativas, decomposições malditas; Medo das observações caóticas, miseráveis, Do teu dizer, destas lições e observações, Que são nada, são míseras e microscópicas, São mistificações oriundas de um ego, do meu; Lhe pedir …
SOBRE ALEGRIA.
06, SETEMBRO, 2021. ALEGRIA. Teu olhar penetrou minha alma, fiquei submerso Me contorço de prazer com a lembrança dos teus lábios Visito sem pressa as memórias recentes, entorpecido Cada palavra que surge dos teus dedos, me envolve Ficaria ali por uma época inteira, divagando sobre as frestas Cada curva da tua linguagem; Ver-te, foi como …
SOBRE NÓDOAS (2)
05, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS (2) Verde, a tua calma há de esvanecer, verá; Os termos desta insólita forma, As condições nefastas Vamos tirá-lo de lá, dar vida; A calma breve, dos seus requintes, Teus olhos penetram as almas, Mas descansa no bojo de si; Parasita a própria forma, O dia nasce arrastando grilhões, Ecos …
SOBRE NÓDOAS.
04, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS. Algo absoluto consome o espírito, arrasta-se pela pele; algo inominável, substancial. Verdes e plácidas investigações rotineiras visitadas por dedos insólitos, interrogativos; em seu bojo um ruído cáustico arranha os tímpanos, injetando-lhe introspecções mórbidas. Malogrado parasita transitório vai até uma esquina, vê a ladeira deslizando por casas e postes, lá embaixo …
SOBRE O AFETO (3).
22, AGOSTO, 2022. SOBRE O AFETO. Deste dia, dos próximos e os antevistos, previstos, os outros poucos condenatórios e que teu olho verde vira destino. Aos rastros e manchas de sangue nas pequenas curvas, do labirinto constante nascente, nas correntezas do seu devir-desespero. Vê-la derretida e disforme, feito sombras juntas pelas mesclas de luzes e …
EU, SINTÉTICO, EU, MEDO./histeria.
15, AGOSTO, 2022. EU, SINTÉTICO, EU, MEDO. As vertigens vão abrindo espaço na pele, rasgando e deixando sangue escorrer. Corpos multifacetados arrastam suas línguas até os meus olhos, movem-se junto dos meus ossos, são mesmices rangendo suas catracas e me puxando para perto. Exausto, caio na inflexibilidade de um transeunte miserável, descanso meu corpo rígido …
CONTINUAR.
07, AGOSTO, 2022. CONTINUAR. Caminhos indesejáveis estes, caminhos desprezíveis. Abstrair é o efeito possível, a linguagem é escassa, rasa para mostrar isto, então o silêncio rompe tendões e músculos. A exaustão subjetiva transforma-te em um ajoelhado, assustado e cíclico. Quem vem lá, a passos lentos e lhe envolve aos poucos nas ruínas corruptíveis de promessas …
INQUIETO (13)
06, AGOSTO, 2022. INQUIETO (13) A luz geme através das cortinas, enquanto se esgueira e derrama seu corpo áspero sobre o rosto, deixando rastros mornos na pele. As inquietações inebriantes, continuidades amputadas pela aproximação deste despertar. Olhos convulsivos espancando as pálpebras, suplicando para injetar-se nos ruídos intermitentes da casa. Músculos e ossos em odes voluntárias, …
CORPOS E MEMÓRIA.
31, JULHO, 2022. CORPOS E MEMÓRIA. São estas pequenas agressões, permitidas. Permanências sistemáticas, corruptivas. Formas nas sombras, ondulações sonoras derretendo o quarto, meus tímpanos. As horas letárgicas arrancam pedaços, introspecções que tendem ao mesmo desespero. Ardem os olhos, açoitados por expectativas. Pensamentos tornam-se vórtices ásperos, agulhas infinitas atravessando a extensão deste corpo como tentáculos. Não, …