imagens.

13, NOVEMBRO, 2025. IMAGENS. Os tentáculos envolvem-me, percebo reticente ausências pueris. Está desfeito, entrelaçado e mortificado. Meu silêncio escorrega da língua manchando imagens fúnebres. Está desfeito. Coágulos púrpuras amontoam-se, jaz caído o habitável, indissolúvel e mágico; respeito figuras heroicas degradantes, suas vozes ecoam por labirintos inescapáveis. Abri a ultima porta amedrontado, ouvi sussurros e passos, …

Continue lendo imagens.

lamúrias.

05, JULHO, 2025. LAMÚRIAS. Os ares horripilantes mordiscam meu pescoço nu. Refaço meu trajeto diário enquanto assisto o definhar vagaroso dos meus olhos; estou exausto, miraculosamente vivo ainda que estático. Brilhantes dias distantes jamais percebidos, supostas guilhotinas operantes, uivantes lamentos distantes. Quem há de habitar-me e substituir as decadências por euforia, alegria; palavras ruidosas distintas, …

Continue lendo lamúrias.

QUEDA.

07, JULHO, 2024. QUEDA. 1. Alegrias alvejavam-no, caídas dos galhos arremessadas por bracinhos miúdos festejantes. Incessantes, seus olhos brilhavam aflitos por este prenúncio; antevia alguma ruína incorpórea, visita malograda. Seus olhos castanhos enlameados recusavam simples ofertas, formas plácidas quaisquer. Magricela esguio tateava troncos envelhecidos misturado aos passos reticentes vagarosos. Dos seus lábios finos palavras minguavam …

Continue lendo QUEDA.

jurava

04, JUNHO, 2024. JURAVA. Arrasta-me para odes nefastas, sequer trouxera consigo alegria, chaga, veio até mim rasgando pele músculos, caí e fiquei lá arfando palavras inexprimíveis. Seus olhinhos derreteram nas córneas sombrearam qualquer futuro oposto, lamuriar diariamente o ato borbulhante ardente, da manifestação corpórea sua genuína magistral ausência, vê-la ir e vir, atado por cordas …

Continue lendo jurava

RUÍDOS.

17, MARÇO, 2024. RUÍDOS. Aos poucos o tempo reduz um homem ao seu rastro miserável. Vacilante, oscilante tal qual parasita com membros corroídos de um empenho egoísta, assecla honroso dos instintos inefáveis. Corpos reduzidos aos prazeres inevitáveis – a si – e os dias passageiros fragmentos voláteis. Vício sequer traduz suficientemente isso, despreza ordenações e …

Continue lendo RUÍDOS.

ESPERANÇA.

ESPERANÇA. 08, FEVEREIRO, 2024. Um dia o corpo esvai, derrete. A vida mais lhe lembra se esgueirar e aparentar outras formas que não aquela anterior. Rosto novo desfeito, refeito, continuado. Retorno e ciclo, catracas desgovernadas para maquinário ultrapassado. Solícito e maltrapilho não recusa e se necessário exprime desculpas genuínas amargas pulsantes, vindas dos requintes santificados …

Continue lendo ESPERANÇA.

hoje.

13, NOVEMBRO, 2023. HOJE. Verde o olho pulsa inquieto mistificante, inapto ao mover. Estática ululante incessante, passos ligeiros e ruídos distantes. Cerâmica empoeirada, guilhotinas diárias. Lá fora as vidas iniciam e terminam, gesticulam entre si aos prantos lamuriantes dos que permanecem. Arde a garganta ao açoite constante do silêncio induzido. Resquícios viscosos mancham peles, orbitam …

Continue lendo hoje.

ANJOS.

ANJOS. 02, NOVEMBRO, 2023. SOBRE ANJOS. Ruídos cessam entre seus desejos próprios, gesticulam formas incessantes; Há calmaria germinando na alma, lá onde nascem espíritos nítidos; Esferas dos vultos fantasmagóricos açoitando incessantemente portas e janelas; Vou até eles com olhos cáusticos chorosos, abro a boca, mas não consigo dizer; Nada tende a manifestar, nada consegue dissipar …

Continue lendo ANJOS.