26, NOVEMBRO, 2022. DESFEITO. Aos prantos ou aos movimentos que submergem a alma, à vontade específica. Diante disto, se é que há algo posterior ao ápice, aos cumes. Vislumbres na distância de alguns dias que aos poucos caminham nesta direção como um sentido; é esticar o dedo, puxar alguma corda, trazer para si isto e …
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SOBRE PROGNÓSTICOS.
18, OUTUBRO, 2022. SOBRE PROGNÓSTICOS. Isto é uma condição, uma condenação. Verdes os olhos, as causas e os efeitos, não me restam forças dentro deste silêncio induzido. Meu dito escorrega da língua como átimos metafóricos, minúsculas tentativas de escapar e possuir vida. Lá fora o sol chicoteia paredes e testas alheias, lá fora há um …
SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA.
16, OUTUBRO, 2022. SOBRE NÃO SERVIR PARA NADA. Estas corrosões vão continuar, vão arrastar-me pelo piso fétido desta tragédia contínua. Sou vítima ou mísero, sou isto ou nada; patético, pífio. Vão pisotear minha memória no acúmulo dos fracassos neste pretérito vertiginoso, onde a pele junta-se ao sangue coagulado e feridas expõe-me a mim, repetem processos …
NITIDEZ./DESAFETO BRILHANTE.
12, SETEMBRO, 2022. NITIDEZ. Nítido isto, não tenho nada a dizer Os fragmentos gesticulados, manuseados Através de brevidades fajutas, em lugares opostos Oscilações vegetativas, decomposições malditas; Medo das observações caóticas, miseráveis, Do teu dizer, destas lições e observações, Que são nada, são míseras e microscópicas, São mistificações oriundas de um ego, do meu; Lhe pedir …
SOBRE NÓDOAS (2)
05, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS (2) Verde, a tua calma há de esvanecer, verá; Os termos desta insólita forma, As condições nefastas Vamos tirá-lo de lá, dar vida; A calma breve, dos seus requintes, Teus olhos penetram as almas, Mas descansa no bojo de si; Parasita a própria forma, O dia nasce arrastando grilhões, Ecos …
SOBRE NÓDOAS.
04, SETEMBRO, 2022. SOBRE NÓDOAS. Algo absoluto consome o espírito, arrasta-se pela pele; algo inominável, substancial. Verdes e plácidas investigações rotineiras visitadas por dedos insólitos, interrogativos; em seu bojo um ruído cáustico arranha os tímpanos, injetando-lhe introspecções mórbidas. Malogrado parasita transitório vai até uma esquina, vê a ladeira deslizando por casas e postes, lá embaixo …
JUCA E DECRETOS.
24, AGOSTO, 2022. JUCA E DECRETOS. - Não acho que vou esquecê-la, infelizmente. É algo que rompe linhas lógicas e práticas, vem de supetão e me agarra entre tentáculos verossímeis, inquietos, induz resgates de momentos e períodos breves; ah, é a peste, digo, a peste! Talvez eu deva, sei lá, talvez não deva nada. Meus …
SOBRE A QUIETUDE.
16, AGOSTO, 2022. SOBRE A QUIETUDE. A quietude destes traços, na proposta diante de si, dividida em seções observáveis-praticáveis; úlceras brotando nas suas vistas, deslizando pelos vasos sanguíneos; úlceras contidas na indisposição, no desespero de uma resposta. Átimos perceptíveis ao olhar atento de gatos, piscadelas violentas, convulsões minuciosas; todos lapsos de alguém que se rejeita, …
EU, SINTÉTICO, EU, MEDO./histeria.
15, AGOSTO, 2022. EU, SINTÉTICO, EU, MEDO. As vertigens vão abrindo espaço na pele, rasgando e deixando sangue escorrer. Corpos multifacetados arrastam suas línguas até os meus olhos, movem-se junto dos meus ossos, são mesmices rangendo suas catracas e me puxando para perto. Exausto, caio na inflexibilidade de um transeunte miserável, descanso meu corpo rígido …
JUCA E SAUDADE.
10, AGOSTO, 2022. JUCA E SAUDADE. Ao lado um homem estava sentado, próximo a entrada da varanda. Uma porta de alumínio gemia em seus movimentos pegajosos, manchando aquele silêncio plácido. Seus olhos estavam grudados em um livro aberto, tateava-o com seus dedos esguios e longos. Suas pupilas eram negras e opacas, cabelos emaranhados e lisos, …