01, FEVEREIRO, 2022. ABJETO (2). A brevidade dissociativa destes passos pífios, vendo trajetos retilíneos tomando curvas insólitas e as dúvidas injetadas pelas premissas que escorrem entre os dedos, em toda tentativa de agarrar-se a alguma solidez objetiva e prática. As mesmices odiosas, representações simbólicas injustificáveis e rasas pela intransponível rigidez deste martírio em trazer uma …
Tag: poesia
ABJETO./CAUSA-SUA.
29, JANEIRO, 2022. ABJETO. As inconsistências destas reações levam a inebriantes vertigens; de repente me vejo antecedendo minúsculas desgraças disformes, cada uma mordisca a pele e deixa marca. Meu rosto modifica-se pela premissa simples de se detestar, a saída para qualquer motivação precoce é evidenciada como afronta ao modo operante do espírito. Observo-os estendendo suas …
EU CANSADO/CALMO/QUEDA
4, NOVEMBRO, 2019. EU CANSADO. eu me arrependo amargamente de cousas que somente ecoavam, enquanto adormecia nas cordilheiras ácidas, desta montanha amaldiçoada; visitava florestas com as vistas turvas, nublava os ensolarados dias com dedinhos tateando nuvens brancas, pintando-as com rancor e mágoa ressentida. eu sei muito sobre as partes tentaculares daquele édipo minúsculo, e o …
CRUEL.
27, OUTUBRO, 2021. CRUEL. Cruel observar os pontos fracos do espírito, perceber a forma como uma tragédia explícita dos trajetos perseguidos. O acúmulo dos anos feito um corte grave e ensanguentado movimentar-se pelos corredores, abrir janelas, olhar para fora do apartamento sentindo uma falta mórbida de si. Os dias são letargias rotineiras, o passo é …
MAS NADA/RUÍNAS/MECÂNICO
19, JULHO, 2021. MAS NADA. as sensações vão se avolumando como cortes graves na pele, deixando sangue gotejar e escorrer pelo piso. cada centímetro que se aprofunda é uma vertigem, os soluços e o choro entalado roendo devagar a garganta, fazendo o tempo algo breve e finito. a existência lhe escapa, lhe morde, lhe é …
ELO QUEBRADO./AUTOAJUDA/TRAGO
5, JULHO, 2017. ELO QUEBRADO. Viscoso, algo viscoso caiu sobre minha cabeça; toquei-o como se fosse algo asqueroso, senti-o devagar atravessar a pele dos dedos, um alfinete mesquinho, impiedoso. Rapidamente estava passeando por dentro da pele, esquivando-se de tendões, veias; surpreendeu a ausência de vileza, na forma insólita que possuía, achei, diante dos olhos que …
CARTA AO LEITOR/ ENGRAÇADO, sem razão(1)/SEGUNDA-FEIRA/DIÁLOGO ENTRE O CONCRETO
24, JUNHO, 2020. CARTA AO LEITOR. a ti que lê-me hoje, deve notar uma erudição pútrida, mortificante; deve como d'outrora fugir aos prantos, pálido e estupefato com a sordidez das correntezas intransponíveis de tamanha alma. deve ainda, rastejar ao pé dos degraus da própria casa e submeter-se ao sacrilégio, ao profano, dormitar nas camas de …
Continue lendo CARTA AO LEITOR/ ENGRAÇADO, sem razão(1)/SEGUNDA-FEIRA/DIÁLOGO ENTRE O CONCRETO
ELA./PERCO. INQUIETO (8)
13, JUNHO, 2021. ELA. As horas passavam devagar, cada centímetro breve do cigarro a escorregar nas partículas, na fumaça. Observava teu sorriso fazer e se desfazer de forma obsessiva, conduzia minhas ideias de forma caótica, sem justificar-me ou sequer dar tempo de perceber, que ali estaria o último estado não apático de nós. Repagino as …
CIÚME/ VAGOS (5)/ VAGOS (4)/ VAGOS (3)/ VAGOS (2).
19, MARÇO, 2020. CIÚME (?) VAGOS (6) A sensação estica-se até a ponta dos dedos, a vileza de pensamentos aberrantes conduzem o corpo a proposições deletérias, degradantes; a suposição alastra-se pelos cômodos, o corredor é um abismo, uma queda; as horas vão aprofundando mágoas recentes, nostalgias torpes e o olhar esbugalha e enrijece somente agonia. …
Continue lendo CIÚME/ VAGOS (5)/ VAGOS (4)/ VAGOS (3)/ VAGOS (2).
Copos.
SETEMBRO, 04, 2014. Sentado na pedra, o copo cheio, cheio de tristeza. Admirando a capacidade do sol queimar, de brilhar. Não é demais pra este, que sentado, agora grita. Simplesmente libera o pavor que caminha em suas veias. Bebe mais um pouco, e agora canta, a canção do medo. O copo vai-se, e com ele …